A Igreja mais antiga do Brasil, em pleno funcionamento, virou livro. A publicação “A Igreja de Nossa Senhora do Rosário da Prainha do Espírito Santo” foi lançada na noite desta quinta-feira (27), em uma cerimônia repleta de apaixonados pelo local. Escrito pelo professor e jornalista José Antonio Martinuzzo e com fotografias da professora e fotógrafa Rosane Zanotti, o livro foi distribuído para o público no fim do evento.

Estiveram presentes à cerimônia o governador Paulo Hartung; o secretário de Estado da Cultura, João Gualberto Vasconcelos; o prefeito de Vila Velha, Max Filho, dentre outras autoridades.

Emocionado, o governador Paulo Hartung pediu um minuto de silêncio em homenagem ao ex-governador Gerson Camata, que morreu na quarta (26) e foi sepultado na tarde desta quinta-feira (27). “Estou aqui buscando força para estar com vocês. Desde ontem vivencio um momento difícil. Quando estava descendo a inauguração do DPM da Piedade, em Vitória, soube do assassinato do nosso ex-governador. Desmarquei toda minha agenda e deixei esse ato, que é compatível. Venho para dentro de uma igreja fazer esse ato importante, onde peço um minuto de silêncio em homenagem ao nosso ex-governador Gerson Camata”.

“Precisamos de tempo em tempo revisitar os passos capixabas. Por isso as restaurações que fizemos em nosso Estado. Um povo que conhece a sua estrada não repete os mesmos erros. Só não erram na vida os omissos. É muito importante lançar uma obra como essa, que permite viajar no passado e olhar os nossos pontos fortes e inconsistências para evoluirmos na capacidade que esse Estado tem, principalmente, para os jovens”, completou.

A Igreja é, juntamente com a Igreja de São Cosme e São Damião, em Igarassu (PE), a mais antiga do Brasil com atividades litúrgicas regulares, tendo sido ambas erguidas originalmente em 1535, ano da chegada dos portugueses às terras capixabas.

A publicação integra o projeto de restauração do templo, realizado, em 2016, pelo Instituto Modus Vivendi, sob encomenda da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), em parceria com o Instituto Sincades, com acompanhamento e fiscalização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e apoio da Vale.

Além de contar a história dessa igreja histórica, tombada em 1950, o livro aborda a experiência do sagrado no cotidiano das sociedades, incluindo o papel dos templos religiosos nesse processo e a trajetória da devoção a Nossa Senhora do Rosário, assim como todo o processo de restauração.

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