O presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, que permanece em Bogotá (Colômbia), informou, em vídeo postado nas redes sociais, que em breve retornará para seu país. Ex-presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, ele avisou que o Parlamento definirá medidas em decorrência das ameaças de acirramento dos atos de violência na região.

Guaidó reiterou que manterá os esforços para retirar o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, do poder, e assumir o comando do país. Ele prepara um áudio com orientações sobre como agirá nos próximos dias.

“Não assumimos este compromisso de lutar de fora [da Venezuela]. Por isso, em breve estarei na Venezuela para exercer as funções de presidente”, afirmou Guaidó no vídeo. “Circularei um áudio com as próximas instruções e lhes peço que difundam a mensagem. Nada nos deterá”, destacou.

Guaidó viajou para Bogotá onde participou, há dois dias, da reunião do Grupo de Lima. Durante o encontro, presidentes, vice-presidentes e chanceleres das Américas aprovaram declaração definindo que a reconstrução da Venezuela deve ser conduzida pelos próprios venezuelanos sem intervenção externa.

Porém, Guaidó reiterou, no vídeo postado nas redes sociais, que o Grupo de Lima está atento ao agravamento da crise e dos atos de violência. Também afirmou que há um isolamento do governo Maduro.

“[Maduro] é um homem sozinho e desesperado”, disse o interino. “A esperança nasceu para não morrer.”

Nicolás Maduro, afirmou na segunda-feira (25), que o líder da oposição e presidente autoproclamado, Juan Guaidó, irá responder à Justiça se decidir voltar ao país.

No final de janeiro, o Tribunal Supremo da Venezuela, que é favorável a Nicolás Maduro, congelou as contas de Guaidó e o proibiu de sair do país, atendendo ao pedido do procurador-geral venezuelano, Tarek William Saab.

 

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